Calculadora de juros compostos
Informe o valor inicial, quanto vai depositar por mês, a taxa e o prazo. A calculadora mostra o montante final, quanto é dinheiro seu e quanto é juro, com gráfico e tabela ano a ano.
- Total investido
- R$ 65.000,00
- Total em juros
- R$ 66.521,28
- Juros no último mês
- R$ 1.297,24
- Taxa anual equivalente
- 12,68% a.a.
Memória de cálculo
- Prazo120 meses10 anos × 12
- Taxa anual equivalente12,68%(1 + 1%)^12 − 1
- Valor inicial corrigidoR$ 16.501,93C × (1 + i)^n = R$ 5.000,00 × 3,300387
- Aportes corrigidosR$ 115.019,34PMT × [((1 + i)^n − 1) ÷ i] = R$ 500,00 × 230,038689 · aportes no fim de cada mês
- Montante finalR$ 131.521,28valor inicial corrigido + aportes corrigidos
- Total investidoR$ 65.000,00R$ 5.000,00 + 120 × R$ 500,00
- JurosR$ 66.521,28montante − total investido. Valor bruto, antes de IR e sem descontar a inflação
Evolução do investimento
| Ano | Investido | Juros | Total |
|---|---|---|---|
| 1 | R$ 11.000,00 | R$ 975,38 | R$ 11.975,38 |
| 2 | R$ 17.000,00 | R$ 2.835,41 | R$ 19.835,41 |
| 3 | R$ 23.000,00 | R$ 5.692,28 | R$ 28.692,28 |
| 4 | R$ 29.000,00 | R$ 9.672,43 | R$ 38.672,43 |
| 5 | R$ 35.000,00 | R$ 14.918,32 | R$ 49.918,32 |
| 6 | R$ 41.000,00 | R$ 21.590,46 | R$ 62.590,46 |
| 7 | R$ 47.000,00 | R$ 29.869,75 | R$ 76.869,75 |
| 8 | R$ 53.000,00 | R$ 39.960,01 | R$ 92.960,01 |
| 9 | R$ 59.000,00 | R$ 52.090,92 | R$ 111.090,92 |
| 10 | R$ 65.000,00 | R$ 66.521,28 | R$ 131.521,28 |
Resumo rápido
- Fórmula: M = C × (1 + i)n + PMT × [((1 + i)n − 1) ÷ i], com taxa e prazo na mesma unidade.
- Taxa ao ano vira taxa ao mês por equivalência: (1 + anual)1/12 − 1. 12% ao ano são 0,9489% ao mês, não 1%.
- Os aportes entram no fim de cada mês. Se você deposita no início, ligue a opção: cada depósito rende um mês a mais.
- O resultado é bruto: sem imposto de renda, sem taxas e sem inflação.
Como calcular juros compostos
Juros compostos são juros que rendem juros. A cada mês, o rendimento é somado ao saldo e passa a render junto no mês seguinte. Para calcular, use M = C × (1 + i)n, em que C é o valor aplicado, i a taxa por mês e n o número de meses. Com depósitos mensais, some a parcela dos aportes, explicada abaixo.
O Banco Central usa a mesma definição no seu Caderno de Educação Financeira: depois de cada período, os juros são incorporados ao capital e passam a render também. Dá para ver isso no gráfico acima: as primeiras barras são quase só verdes (dinheiro depositado) e a faixa amarela dos juros engrossa ano após ano. Com os valores padrão, é no décimo ano que os juros acumulados passam o total depositado.
A fórmula com aporte mensal
Quando há um valor inicial e depósitos iguais todo mês, o montante é a soma de duas partes:
M = C × (1 + i)^n + PMT × [((1 + i)^n − 1) ÷ i]
A primeira parte é o valor inicial corrigido. A segunda é a soma de cada depósito corrigido pelos meses que ele ficou aplicado. Essa fórmula considera o depósito no fim de cada mês: o último aporte entra no último dia e não rende nada. Se você deposita no início, multiplique a segunda parte por (1 + i), que é o que a opção "Aportes no início do mês" faz.
Taxa ao mês ou ao ano: por que não dividir por 12
Uma taxa de 12% ao ano não é 1% ao mês. Aplicando 1% por mês durante 12 meses, R$ 10.000 viram R$ 11.268,25, ou seja, 12,68% no ano. A taxa mensal que de fato entrega 12% no ano é a equivalente: (1,12)1/12 − 1 = 0,9489%. Com ela, os mesmos R$ 10.000 chegam a R$ 11.200,00.
A calculadora faz essa conversão sozinha quando você escolhe "ao ano". Bancos e lojas são obrigados a informar a taxa efetiva anual quando vendem a prazo (Código de Defesa do Consumidor, art. 52, II), e ela é sempre maior que a mensal vezes 12.
Valor inicial: 1.000,00 × 1,126825 = 1.126,83
Aportes: 200,00 × (1,126825 − 1) ÷ 0,01 = 200,00 × 12,682503 = 2.536,50
Montante = 1.126,83 + 2.536,50 = R$ 3.663,33
Investido: 1.000 + 12 × 200 = 3.400,00 → juros de R$ 263,33
Com os depósitos no início do mês, o mesmo exemplo termina em R$ 3.688,69, com R$ 288,69 de juros. A diferença vem só do mês extra que cada aporte fica aplicado.
O tempo pesa mais que a taxa
R$ 500 por mês a 1% ao mês dão R$ 115.019,34 em 10 anos. Em 20 anos, o total vai a R$ 494.627,68, mais de quatro vezes o valor de 10 anos, embora você só tenha depositado o dobro. A tabela no fim da página mostra outros prazos. Começar cedo ajuda mais do que achar uma taxa um pouco melhor.
Quanto investir por mês para chegar a um valor
A fórmula também roda ao contrário. Para saber o aporte mensal que leva a um objetivo, use PMT = M × i ÷ ((1 + i)^n − 1). Quem quer juntar R$ 100.000 em 10 anos a 1% ao mês, sem nada guardado hoje, precisa depositar R$ 434,71 por mês: 100.000 × 0,01 ÷ (1,01120 − 1). Dá para conferir aqui mesmo, colocando esse aporte na calculadora.
O que a conta não inclui
O montante é bruto. Na vida real, CDB, Tesouro Direto e fundos pagam imposto de renda sobre o rendimento, de 22,5% a 15% conforme o prazo (Lei 11.033/2004), e alguns cobram taxa de custódia ou de administração. A inflação também come parte do ganho. Para ver o valor líquido com as taxas de hoje, use a calculadora de investimentos, que compara poupança, CDB e Tesouro Selic.
Erros comuns
- Dividir a taxa anual por 12. Isso superestima o resultado. Use a taxa equivalente.
- Misturar unidades: taxa ao mês com prazo em anos. Converta um dos dois antes de usar a fórmula.
- Comparar montante bruto com o valor de um investimento que já desconta imposto, como a poupança, que é isenta.
- Esquecer que o último aporte, no fim do mês, não rende. Por isso o total parece "menor" que uma conta feita de cabeça.
Para o caminho contrário, quando é você quem paga os juros, a calculadora de financiamento mostra as parcelas pela Tabela Price e pelo SAC. Se a conta é de juros simples, como em alguns atrasos de pagamento, vá para a calculadora de juros simples. E para projetar o saldo do FGTS, a calculadora de FGTS faz a conta do depósito mensal.
Quanto rendem R$ 500 por mês
valores brutos · aportes no fim do mês · calculados com a fórmula acimaEstimativa para conferência. Não substitui o cálculo do empregador, do contador ou do advogado.
Perguntas frequentes
Qual a fórmula dos juros compostos?
Sem aportes, M = C × (1 + i)^n, em que C é o capital, i a taxa por período e n o número de períodos. Com depósitos mensais iguais, soma-se PMT × [((1 + i)^n − 1) ÷ i]. A taxa e o prazo precisam estar na mesma unidade: taxa ao mês com prazo em meses.
Como transformar taxa ao ano em taxa ao mês?
Por equivalência: taxa mensal = (1 + taxa anual)^(1/12) − 1. Para 12% ao ano, dá 0,9489% ao mês, e não 1%. Dividir por 12 só vale para juros simples. No caminho inverso, 1% ao mês vira (1,01)^12 − 1 = 12,68% ao ano.
Quanto rende R$ 500 por mês em juros compostos?
Depende da taxa e do prazo. A 1% ao mês, R$ 500 depositados no fim de cada mês viram R$ 115.019,34 em 10 anos, dos quais R$ 60.000 saíram do seu bolso e R$ 55.019,34 são juros. Esses valores são brutos: não descontam imposto de renda nem inflação.
Qual a diferença entre juros simples e compostos?
Nos juros simples a taxa incide só sobre o capital inicial, então o rendimento de cada mês é sempre o mesmo. Nos compostos, os juros de um mês passam a render no mês seguinte. Em prazos curtos a diferença é pequena; em anos, fica enorme. Veja a calculadora de juros simples para comparar.
O aporte no início ou no fim do mês muda o resultado?
Muda um pouco. Depositando no início, cada aporte rende um mês a mais, e o montante final é o do fim do mês multiplicado por (1 + i) na parte dos aportes. A calculadora usa o fim do mês como padrão, que é a convenção das fórmulas de matemática financeira; ligue a opção se você deposita no começo.
O resultado já desconta imposto de renda?
Não. O valor é bruto. Em CDB, Tesouro Direto e fundos de renda fixa o imposto segue a tabela regressiva de 22,5% a 15% sobre o rendimento, conforme o tempo aplicado (Lei 11.033/2004). A calculadora de investimentos faz a conta líquida com poupança, CDB e Tesouro Selic.
Como saber quanto tempo leva para dobrar o dinheiro?
Sem aportes, o prazo é n = ln 2 ÷ ln(1 + i). A 1% ao mês, são cerca de 70 meses, pouco menos de 6 anos. Uma regra de bolso é dividir 72 pela taxa em porcentagem (72 ÷ 1 = 72 meses), que chega perto para taxas baixas.
Juros compostos também valem para dívidas?
Valem, e é aí que eles pesam contra você. Cartão de crédito, cheque especial e financiamentos cobram juros sobre o saldo devedor, que inclui juros de meses anteriores ainda não pagos. Por isso uma dívida parada cresce do mesmo jeito que um investimento, só que com taxas bem maiores.
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Fontes
- Caderno de Educação Financeira, módulo 3 (juros simples e compostos) — Banco Central do Brasil
- Calculadora do Cidadão — Banco Central do Brasil
- Código de Defesa do Consumidor, art. 52 (taxa efetiva anual de juros) — Planalto
- Lei nº 11.033/2004, art. 1º (IR regressivo sobre renda fixa) — Planalto