Calculadora de energia solar
Informe o consumo da conta de luz e a sua capital. A calculadora usa a irradiação oficial do CRESESB para estimar a potência do sistema, quantas placas comprar, a área no telhado, a geração mês a mês e em quanto tempo o investimento se paga.
- Potência necessária
- 2,38 kWp
- Placas de 550 W
- 5 (2,75 kWp)
- Geração média estimada
- 288 kWh/mês
- Área aproximada de telhado
- 13 m²
- Investimento estimado
- R$ 8.002,50
- Economia na conta
- R$ 250,00 por mês
- Retorno simples
- 2,7 anos (32 meses)
Geração estimada mês a mês (kWh) · 3.505 kWh por ano
Memória de cálculo
- Consumo médio300,0 kWh/mêsmédia informada
- Energia a gerar250,0 kWh/mês300,0 − 50 kWh do custo de disponibilidade (bifásica)
- Irradiação (HSP)4,66 kWh/m².diaSão Paulo, plano inclinado 21° N (SunData/CRESESB)
- Potência necessária2,384 kWp250,0 ÷ (4,66 × 30 × 0,75)
- Número de placas52.384 Wp ÷ 550 W, arredondado para cima
- Geração média288,3 kWh/mês2,75 kWp × 4,66 × 30 × 0,75
- Área13,0 m²5 × 2,6 m²
- InvestimentoR$ 8.002,502,75 kWp × R$ 2.910,00/kWp
- Economia por mêsR$ 250,00250,0 kWh × R$ 1,00
- Retorno simples2,7 anosR$ 8.002,50 ÷ R$ 250,00 por mês ÷ 12
Resumo rápido
- Potência (kWp) = energia a gerar por mês ÷ (HSP × 30 × taxa de desempenho).
- Placas = kWp × 1.000 ÷ potência do módulo, arredondando para cima.
- São Paulo, 300 kWh/mês, ligação bifásica: 2,38 kWp → 5 placas de 550 W, cerca de 288 kWh/mês.
- A conta nunca zera: fica o custo de disponibilidade de 30, 50 ou 100 kWh.
- Sistemas novos pagam 60% do Fio B sobre a energia compensada em 2026 (Lei 14.300).
Como calcular a energia solar para sua casa
Para dimensionar um sistema de energia solar, pegue o consumo mensal em kWh, tire o custo de disponibilidade que a distribuidora cobra de qualquer jeito e divida o resultado por HSP × 30 × taxa de desempenho. O número é a potência em kWp. Dividindo pela potência de uma placa, você tem quantas comprar.
A fórmula é a do Manual de Engenharia para Sistemas Fotovoltaicos do CRESESB/Cepel (2014, equação 6.28), escrita com consumo mensal em vez de diário. HSP, as horas de sol pleno, é a irradiação média do lugar em kWh por m² por dia. A taxa de desempenho desconta as perdas: calor nas placas, poeira, cabos, inversor. Para casas bem ventiladas e sem sombra, o manual indica de 70% a 80% no Brasil. O padrão aqui é 0,75.
HSP de São Paulo, plano inclinado (SunData): 4,66
Potência: 250 ÷ (4,66 × 30 × 0,75) = 250 ÷ 104,85 = 2,38 kWp
Placas: 2.384 Wp ÷ 550 W = 4,3 → 5 placas (2,75 kWp)
Geração: 2,75 × 4,66 × 30 × 0,75 = 288 kWh/mês · área ≈ 5 × 2,6 = 13 m²
Retorno: 2,75 kWp × R$ 2.910 = R$ 8.002,50 ÷ R$ 250,00 de economia por mês = 32 meses (2,7 anos)
A economia do exemplo usa R$ 1,00 por kWh, número redondo para você trocar pela sua tarifa, e não desconta o Fio B. Com um Fio B de R$ 0,30 por kWh, por exemplo, sai 250 × 0,30 × 60% = R$ 45 por mês da economia, e o retorno passa para 39 meses.
A irradiação da sua cidade
Os valores de HSP das 27 capitais vêm do SunData 3.0 do CRESESB, que usa a base do Atlas Brasileiro de Energia Solar (INPE, 2ª edição, 2017), montada com 17 anos de imagens de satélite. Para cada capital consultamos o ponto da grade dentro do município. Há duas colunas: placa deitada (plano horizontal) e placa inclinada no ângulo de maior média anual indicado pelo próprio SunData, que é o caso da maioria dos telhados. Fora das capitais, escolha "Outra cidade" e informe o valor que o SunData der para as suas coordenadas.
A geração varia ao longo do ano. O gráfico abaixo do resultado mostra a estimativa mês a mês com a irradiação mensal da capital escolhida. Em Porto Alegre, o mês mais fraco (junho) tem cerca de metade da irradiação do mais forte; em Fortaleza, a diferença entre o pior e o melhor mês fica em torno de 27%. Os créditos que sobram no verão ficam guardados para o inverno.
Custo de disponibilidade: a conta não zera
Consumidor de baixa tensão paga no mínimo o equivalente a 30 kWh (monofásico ou bifásico a dois condutores), 50 kWh (bifásico a três condutores) ou 100 kWh (trifásico), pela REN ANEEL 1.000/2021. Por isso a prática é tirar esse valor antes de dimensionar. Para quem entrou no sistema depois da Lei 14.300, o art. 16 diz que esse mínimo só se aplica quando o consumo medido da rede, sem as compensações, fica abaixo dele. Muitos projetistas ainda descontam; desligue a opção se quiser dimensionar para o consumo todo.
Lei 14.300 e o Fio B em 2026
O marco legal da geração distribuída (Lei 14.300/2022) acabou com a compensação integral para sistemas novos. Sobre toda a energia injetada e depois compensada passa a incidir uma parte das tarifas de distribuição, o chamado Fio B. Em 2026 são 60%, e o percentual sobe até 90% em 2028; de 2029 em diante vale a regra que a ANEEL definir. Quem já tinha o sistema em 7 de janeiro de 2022, ou protocolou o pedido de acesso até 7 de janeiro de 2023, mantém a regra antiga até 2045. O valor do Fio B em R$/kWh muda de distribuidora para distribuidora e está nas resoluções de reajuste da ANEEL; se você tiver o número, preencha o campo opcional.
Erros comuns
- Dimensionar pelo mês de maior consumo em vez da média de 12 meses. Os créditos de um mês cobrem outro.
- Usar HSP de outra cidade ou esquecer que placa deitada gera menos no Sul e no Sudeste.
- Supor taxa de desempenho de 100%. Placa quente e suja rende menos que a potência do rótulo.
- Achar que a conta vai a zero: sobram a disponibilidade, a iluminação pública e o Fio B.
- Comparar orçamentos só pelo preço por kWp, sem olhar marca do inversor, garantia e estrutura.
Antes de dimensionar, vale conferir para onde vai a energia na calculadora de consumo de energia; às vezes trocar um aparelho reduz o sistema. O ar-condicionado costuma ser o maior consumidor, e a calculadora de BTU ajuda a escolher um modelo do tamanho certo. Na instalação, os cabos entre placas e inversor têm limite de perda: a calculadora de queda de tensão confere isso. Para comparar o retorno com deixar o dinheiro aplicado, simule na calculadora de juros compostos ou calcule o ROI.
Estimativa para orçamento. Sombra, orientação do telhado, temperatura e o equipamento escolhido mudam a geração real. O projeto e a homologação na distribuidora são feitos por profissional habilitado, com simulação própria.
Irradiação das capitais e transição do Fio B
HSP: CRESESB SunData 3.0 (Atlas INPE 2017) · Fio B: Lei 14.300/2022, art. 27 · consultado em 25/09/2026Perguntas frequentes
Como calcular quantas placas solares eu preciso?
Divida o consumo mensal que você quer gerar por (HSP × 30 × taxa de desempenho) para achar a potência em kWp. Multiplique por 1.000 e divida pela potência de uma placa, arredondando para cima. Em São Paulo, 250 kWh por mês pedem 250 ÷ (4,66 × 30 × 0,75) = 2,38 kWp, ou 5 placas de 550 W.
Quanto gera uma placa solar de 550 W por mês?
Uma placa de 550 W gera, em média, 0,55 kW × HSP × 30 dias × taxa de desempenho. Com a irradiação de São Paulo no plano inclinado (4,66) e taxa de 0,75, são cerca de 57,7 kWh por mês. Em Fortaleza (5,70), cerca de 70,5 kWh. No inverno a geração cai e no verão sobe.
O que é HSP (horas de sol pleno)?
É a irradiação solar diária média expressa em horas de sol a 1.000 W/m². Uma cidade com 5 kWh/m².dia tem 5 HSP. Os valores desta calculadora vêm do SunData, do CRESESB/Cepel, que usa o Atlas Brasileiro de Energia Solar do INPE (2ª edição, 2017).
O que é taxa de desempenho (performance ratio)?
É a parte da energia teórica que o sistema entrega de fato, depois das perdas por calor, sujeira, cabos, inversor e sombra. O Manual de Engenharia para Sistemas Fotovoltaicos do CRESESB diz que sistemas residenciais bem ventilados e sem sombra chegam a 70% a 80% no Brasil. A calculadora usa 0,75.
Com energia solar a conta de luz zera?
Não. A distribuidora cobra o custo de disponibilidade, equivalente a 30 kWh (monofásico), 50 kWh (bifásico) ou 100 kWh (trifásico), além da iluminação pública. Para sistemas que pediram ligação depois de 7 de janeiro de 2023, a Lei 14.300 também faz incidir parte do Fio B sobre a energia compensada: 60% em 2026.
O que é o Fio B e quanto se paga em 2026?
Fio B é o apelido das parcelas da tarifa que remuneram a rede da distribuidora. A Lei 14.300/2022, art. 27, faz esse custo incidir sobre a energia compensada de sistemas novos em escala: 15% em 2023, 30% em 2024, 45% em 2025, 60% em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028. Quem já tinha sistema ou pediu acesso até 7 de janeiro de 2023 fica fora até 2045.
Quanto espaço no telhado ocupam as placas?
Um módulo de 550 W mede em torno de 2,6 m², mas confira a folha de dados do modelo orçado. Cinco placas ocupam cerca de 13 m², sem contar o espaço entre fileiras e as bordas do telhado. Telhado voltado para o norte gera mais no Brasil.
Em quanto tempo a energia solar se paga?
O retorno simples é o custo do sistema dividido pela economia mensal na conta. Ele depende muito da tarifa da sua distribuidora e do Fio B. A conta daqui não considera reajuste de tarifa, perda de eficiência das placas nem troca do inversor; um orçamento sério deve trazer essas contas.
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Fontes
- SunData 3.0: irradiação solar por coordenada (base Atlas Brasileiro de Energia Solar, INPE 2017) — CRESESB/Cepel
- Manual de Engenharia para Sistemas Fotovoltaicos (2014), cap. 6 — CRESESB/Cepel
- Lei nº 14.300/2022, marco legal da microgeração e minigeração distribuída — Planalto
- Micro e minigeração distribuída (custo de disponibilidade e regras) — ANEEL