Calculadora de queda de tensão
Calcule a queda de tensão de um circuito pelo comprimento, pela corrente e pela seção do cabo, veja se passa do limite de 4% e descubra a seção mínima para um limite escolhido.
- Queda em volts
- 6,38 V
- Tensão que chega na carga
- 120,6 V
- Limite de 4%
- 5,08 V · acima
- Comprimento máximo com 2,5 mm²
- 23,9 m
- Potência perdida no cabo
- 76,6 W
- Menor seção dentro do limite
- 4 mm²
- Base da resistência
- resistência do cabo a 70 °C
Memória de cálculo
- Resistência de 2,5 mm²8,866 Ω/km7,41 Ω/km a 20 °C × (1 + 0,00393 × 50) = 8,8661 Ω/km a 70 °C
- Queda de tensão6,384 VΔV = 2 × L × I × R = 2 × 30 m × 12 A × 0,008866 Ω/m
- Queda em %5,03%6,384 ÷ 127 × 100
- Comprimento máximo23,9 mΔVmáx ÷ (2 × I × R) = 5,08 ÷ (2 × 12 × 0,008866)
- Perda no cabo76,6 WΔV × I (ida e volta)
Resumo rápido
- Monofásico ou bifásico: ΔV = 2 × L × I × R. Trifásico: ΔV = √3 × L × I × R (L só a ida, R em Ω por metro).
- Limite da NBR 5410: 4% nos circuitos terminais; 5% desde o ponto de entrega em baixa tensão; 7% com transformador próprio.
- Tomada a 30 m em 127 V, 12 A, fio de 2,5 mm²: 6,38 V = 5,03%, acima do limite. Com 4 mm², 3,13%.
- A calculadora usa a resistência de catálogo do cabo a 70 °C, o pior caso. A conta de livro (ρ = 0,0172) dá um número menor.
Como calcular a queda de tensão
Para calcular a queda de tensão, multiplique 2 × o comprimento do circuito (só a ida) × a corrente × a resistência do fio por metro. Em circuito trifásico, troque o 2 por √3. Divida o resultado pela tensão e multiplique por 100 para ter a porcentagem. Nos circuitos terminais, a NBR 5410 não aceita mais de 4%.
Instalação elétrica tem risco de choque e incêndio. Os números servem para conferir e planejar; a instalação deve ser feita por profissional habilitado, seguindo a NBR 5410.
A resistência do fio vem da 2ª lei de Ohm: resistividade vezes comprimento dividido pela área da seção. Fio mais comprido perde mais; fio mais grosso, menos. É por isso que uma tomada no fundo do quintal com o mesmo fio da sala pode deixar a furadeira fraca.
Queda: ΔV = 2 × 30 × 12 × 0,008866 = 6,38 V
Em %: 6,38 ÷ 127 × 100 = 5,03%, acima dos 4% (5,08 V)
Com 4 mm² (5,516 Ω/km): 2 × 30 × 12 × 0,005516 = 3,97 V = 3,13%
Resultado: 5,03% com 2,5 mm²; use 4 mm²
Resistividade de livro ou cabo a 70 °C?
A conta de sala de aula usa a resistividade do cobre à temperatura ambiente, 1,72 × 10⁻⁸ Ω·m, que é o mesmo que 0,0172 Ω·mm²/m. No exemplo, ela dá ΔV = 2 × 30 × 12 × 0,0172 ÷ 2,5 = 4,95 V, ou 3,90%, e o 2,5 mm² passaria raspando. A conta com o cabo real dá 5,03% por dois motivos. A resistência máxima que o fabricante garante para o 2,5 mm² é 7,41 Ω/km a 20 °C, cerca de 8% acima do cobre puro. E, em carga plena, o fio de PVC trabalha a 70 °C; com o coeficiente de 0,00393 por grau, a resistência sobe quase 20%.
A calculadora vem com o cabo a 70 °C, que é o lado seguro. Quando a corrente é bem menor que a capacidade do fio, ele fica mais frio, e a queda real cai entre os dois números. Para conferir exercício de livro, escolha a conta de livro.
Os limites da NBR 5410
O item 6.2.7 da norma, como reproduzido no guia da Prysmian, fixa a queda máxima em relação à tensão nominal: 7% a partir do transformador ou do gerador próprio, 5% a partir do ponto de entrega quando a energia chega em baixa tensão, e 4% em qualquer circuito terminal. Numa casa, então, a queda somada desde o ponto de entrega, onde a rede da distribuidora encontra a instalação, até a tomada não deve passar de 5%, e só o trecho do quadro até a tomada não pode passar de 4%.
Circuito trifásico
Em trifásico equilibrado a corrente de volta se cancela entre as fases, e o fator 2 vira √3 ≈ 1,732. A tensão de referência é a medida entre fases. Um motor de 50 A em 380 V, a 80 m do quadro, com cabo de 10 mm² (1,83 Ω/km a 20 °C, 2,19 Ω/km a 70 °C): ΔV = 1,732 × 80 × 50 × 0,00219 = 15,17 V, ou 3,99%. Está no limite. A fórmula despreza a reatância do cabo, o que funciona bem para seções pequenas e cargas resistivas; para cabos grossos e motores, o projeto usa as tabelas em V/A·km do fabricante.
Achar a seção mínima
O modo "Achar a seção mínima" faz a conta ao contrário: S = 2 × L × I × ρ ÷ ΔV máxima. Com ρ de livro, o exemplo pede 2,44 mm², e a seção comercial acima é 2,5 mm². Com o cabo a 70 °C, a calculadora testa as seções da lista e mostra a menor que fica dentro do limite: 4 mm². A seção final ainda precisa aguentar a corrente e respeitar o mínimo da norma, e a calculadora de bitola de fio junta os três critérios e o disjuntor.
Alumínio
O alumínio conduz pior que o cobre e pede seção maior para a mesma queda. O guia da Prysmian lembra que a NBR 5410 proíbe condutor de alumínio em instalação residencial e só o admite em instalações industriais e comerciais com várias condições, a partir de 16 mm² ou 50 mm². A opção existe aqui para quem confere alimentadores e redes desse tipo.
Erros comuns
- Digitar ida e volta no comprimento e contar a volta duas vezes.
- Usar a tensão entre fase e neutro num circuito trifásico.
- Calcular com ρ de 20 °C e concluir que o fio passa, quando a conta com o cabo quente reprova.
- Olhar só o trecho do quadro até a tomada e esquecer a queda do ramal que vem do medidor.
Para passar a potência do aparelho para corrente, use a calculadora da lei de Ohm. No lado de corrente contínua de um sistema de placas solares a conta é a monofásica, com 2 × L × I × R; a calculadora de energia solar ajuda a dimensionar o sistema. E a energia que o fio perde vira kWh na calculadora de consumo de energia.
Limites e resistência dos cabos
NBR 5410:2004, 6.2.7, e resistência máxima de condutor classe 2, segundo o guia Prysmian (versão 9/2020) · consultado em 25/09/2026Perguntas frequentes
Qual a queda de tensão máxima permitida pela NBR 5410?
Em nenhum caso a queda nos circuitos terminais pode passar de 4%. Contada desde o ponto de entrega, o limite é 5% quando a energia chega em baixa tensão, que é o caso das casas, e 7% quando há transformador ou gerador próprio. Os valores estão no item 6.2.7 da norma, como descrevem o guia da Prysmian e a revista O Setor Elétrico.
Como calcular a queda de tensão em circuito monofásico?
Multiplique 2 × comprimento (só a ida, em metros) × corrente × resistência do fio por metro. O 2 conta a ida pela fase e a volta pelo neutro. Com 30 m, 12 A e fio de 2,5 mm² a 70 °C (8,866 Ω/km), ΔV = 2 × 30 × 12 × 0,008866 = 6,38 V, ou 5,03% de 127 V.
E em circuito trifásico?
Troque o 2 por √3 (1,732) e use a tensão entre fases. Um motor de 50 A em 380 V, a 80 m, com cabo de 10 mm² (2,19 Ω/km a 70 °C), tem ΔV = 1,732 × 80 × 50 × 0,00219 = 15,17 V, ou 3,99%.
Qual a resistividade do cobre para a conta de queda?
Na conta de livro, 0,0172 Ω·mm²/m, a resistividade do cobre à temperatura ambiente. O cabo de verdade tem resistência máxima de catálogo um pouco maior (7,41 Ω/km no 2,5 mm² a 20 °C) e, em carga plena, trabalha a 70 °C. Somando os dois, o 2,5 mm² se comporta como se o cobre tivesse 0,0222 Ω·mm²/m. A calculadora deixa escolher entre as duas bases.
O comprimento é só a ida ou ida e volta?
Informe só a ida, do quadro até a carga. A fórmula monofásica já multiplica por 2 para contar a volta pelo neutro. Se você digitar ida e volta, a queda sai dobrada.
O que acontece se a queda de tensão passar do limite?
O aparelho recebe menos tensão do que precisa, e o fio vira aquecedor. Num chuveiro, a potência cai com o quadrado da tensão: com 5% a menos de tensão, sai cerca de 10% menos calor (0,95² = 0,90). Motores esquentam mais e podem ter dificuldade para partir.
Como diminuir a queda de tensão?
Aumente a seção do fio, encurte o caminho, divida a carga em dois circuitos ou use tensão maior. Em 220 V a mesma potência pede 42% menos corrente que em 127 V (127 ÷ 220 = 0,58), e a queda em porcentagem cai para cerca de um terço (0,58² = 0,33).
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Fontes
- Guia de dimensionamento de cabos para baixa tensão (limites de queda, fórmulas, resistência dos condutores) — Prysmian
- Linhas elétricas para baixa tensão, cap. IX (limites de 6.2.7 da NBR 5410) — revista O Setor Elétrico
- Primeira e segunda leis de Ohm, com a resistividade do cobre e do alumínio — Departamento de Física da UFS