Calculadora de bitola de fio
Informe a potência ou a corrente, a tensão e a distância e veja a seção do fio de cobre e o disjuntor, com os critérios de capacidade de corrente, queda de tensão e seção mínima.
- Corrente de projeto (IB)
- 34,1 A
- Pela capacidade de corrente
- 6 mm² (aguenta 41 A)
- Pela queda de tensão (≤ 4%)
- 4 mm² (2,56%)
- Seção mínima da norma
- 2,5 mm²
- Disjuntor sugerido
- 40 A
- Capacidade do fio de 6 mm² (Iz)
- 41 A
- Queda com 6 mm²
- 3,77 V (1,71%)
- DR de 30 mA
- obrigatório (local com chuveiro)
Memória de cálculo
- Corrente de projeto34,1 AIB = P ÷ (V × FP) = 7.500 ÷ (220 × 1)
- Fatores de correção1temperatura 30 °C (tabela: 30 °C) = 1 × agrupamento de 1 circuito = 1
- Capacidade de corrente6 mm²Método B1, 2 condutores carregados, cobre/PVC: 41 A × 1 = 41 A ≥ 34,1 A
- Queda de tensão4 mm²2 × 15 m × 34,09 A × 5,516 Ω/km ÷ 1000 = 5,64 V ≤ 8,8 V
- Seção mínima2,5 mm²Circuito de força (tomadas e aparelhos): 2,5 mm²
- Seção adotada6 mm²A maior das três. Decidiu: capacidade de corrente
- Disjuntor40 AIB ≤ In ≤ Iz: 34,1 ≤ 40 ≤ 41
Resumo rápido
- A seção do fio é a maior entre três critérios: capacidade de corrente, queda de tensão (até 4%) e seção mínima (1,5 mm² iluminação, 2,5 mm² tomadas).
- Disjuntor: corrente do circuito ≤ corrente do disjuntor ≤ capacidade do fio (IB ≤ In ≤ Iz).
- Chuveiro de 7.500 W em 220 V, 15 m, eletroduto embutido: 34,1 A → fio de 6 mm² e disjuntor de 40 A.
- Circuito de chuveiro e tomadas de áreas molhadas precisam de DR de 30 mA.
Como calcular a bitola do fio
Para calcular a bitola, ache a corrente do circuito (potência ÷ tensão) e escolha a menor seção que aguenta essa corrente no jeito em que o fio vai instalado. Depois confira a queda de tensão pela distância e a seção mínima da norma. Fica valendo a maior das três. O disjuntor tem de ficar entre a corrente do circuito e a capacidade do fio.
Instalação elétrica tem risco de choque e incêndio. Os números servem para conferir e planejar; a instalação deve ser feita por profissional habilitado, seguindo a NBR 5410.
A calculadora usa fio de cobre com isolação de PVC, o fio comum de 750 V das casas, que trabalha até 70 °C. As capacidades de corrente e os fatores de correção vêm do guia de dimensionamento da Prysmian, que reproduz as tabelas da NBR 5410:2004. Os padrões que vêm preenchidos são suposições para uma casa típica: método B1, 30 °C, circuito sozinho no eletroduto e limite de 4% de queda. Troque pelo seu caso.
Capacidade (B1, 2 carregados, 30 °C, sozinho): 4 mm² aguenta 32 A (não serve); 6 mm² aguenta 41 A
Queda com 4 mm²: 2 × 15 × 34,1 × 5,516 Ω/km ÷ 1.000 = 5,64 V = 2,56% (passaria)
Seção mínima de circuito de força: 2,5 mm²
Maior das três: 6 mm². Disjuntor: 34,1 ≤ 40 ≤ 41 → 40 A
Resultado: fio de 6 mm² e disjuntor de 40 A, com queda final de 3,77 V (1,71%)
Os três critérios e por que vale o maior
O guia da Prysmian resume o item 6.2.6.1.2 da NBR 5410: a seção tem de atender, no mínimo, à seção mínima, à capacidade de condução de corrente, à queda de tensão, à proteção contra sobrecarga e curto-circuito e, quando for o caso, à proteção contra choque. Cada critério dá uma seção, e a que vale é a maior delas. A calculadora faz os três primeiros e a coordenação com o disjuntor. Curto-circuito depende da corrente de falta no quadro, que só o projeto conhece.
Em circuito curto quase sempre manda a capacidade de corrente. Em circuito longo, a queda de tensão passa a mandar. Um forno elétrico de 1.500 W em 127 V puxa 11,8 A. Pela corrente bastaria 1,5 mm², e a norma pede 2,5 mm² por ser circuito de força. Mas, a 25 m do quadro, o 2,5 mm² perde 4,12% da tensão, acima dos 4%. O de 4 mm² fica em 2,56%. É ele que vai.
Método de instalação, temperatura e agrupamento
O fio esquenta com a corrente, e o que limita a capacidade é o quanto o calor consegue sair. Fio em eletroduto embutido na alvenaria (B1) dissipa melhor que dentro de parede com isolamento térmico (A1) e pior que cabo preso direto na parede (C). Com ambiente acima de 30 °C, a capacidade cai: a 40 °C, o fator é 0,87. Quando vários circuitos dividem o mesmo eletroduto, um aquece o outro, e o fator de agrupamento é 0,80 para dois circuitos e 0,70 para três. A calculadora multiplica a capacidade da tabela por esses fatores.
O disjuntor protege o fio
A regra de coordenação da NBR 5410, explicada no fascículo da revista O Setor Elétrico, é IB ≤ In ≤ Iz: a corrente do circuito não passa da corrente nominal do disjuntor, que não passa da capacidade do fio nas condições de instalação. A calculadora escolhe o menor disjuntor de catálogo (10, 16, 20, 25, 32, 40, 50 ou 63 A) que atende a corrente. Se ele passa da capacidade do fio, sobe a seção até caber. A norma pede ainda que a corrente de atuação do disjuntor (I2) não passe de 1,45 × Iz, o que depende da curva do disjuntor no catálogo do fabricante.
Com o chuveiro de 5.500 W em 220 V a corrente dá exatamente 25 A, e o disjuntor de 25 A fica sem folga nenhuma. Se a tensão da rede sobe um pouco, a corrente sobe junto. Nesses casos o manual do chuveiro costuma indicar o disjuntor e o fio que o fabricante quer, e é ele que manda.
DR em chuveiro e áreas molhadas
O manual de instalações residenciais da Prysmian lista os circuitos em que a NBR 5410:2004 exige dispositivo DR de alta sensibilidade (até 30 mA): pontos em locais com banheira ou chuveiro; tomadas e iluminação de cozinha, copa, lavanderia, área de serviço, garagem e locais molhados; tomadas em área externa; e tomadas de dentro de casa que possam alimentar aparelhos usados do lado de fora. O DR desliga fugas de corrente pequenas demais para o disjuntor perceber, que são as que passam pelo corpo de uma pessoa.
Erros comuns
- Escolher o fio só pela corrente e esquecer a distância.
- Pôr disjuntor maior que a capacidade do fio para "parar de desarmar".
- Usar a capacidade de um fio sozinho quando o eletroduto leva três ou quatro circuitos.
- Ligar chuveiro sem DR ou sem o fio terra.
- Dividir a potência de um aparelho trifásico pela tensão, sem o √3.
Para conferir só a queda de tensão de um cabo que já existe, use a calculadora de queda de tensão. Se você tem a resistência ou quer passar de watts para ampères, a calculadora da lei de Ohm faz a conta. A potência do ar-condicionado sai da calculadora de BTU, e o gasto do chuveiro na conta de luz, da calculadora de consumo de energia.
Fio e disjuntor de referência
cobre, PVC 70 °C, método B1, 30 °C, circuito sozinho no eletroduto · fonte: guia Prysmian (NBR 5410:2004) · consultado em 25/09/2026Perguntas frequentes
Qual a bitola do fio para chuveiro de 7.500 W?
Em 220 V o chuveiro puxa 7.500 ÷ 220 = 34,1 A. Com fio de cobre em eletroduto embutido (método B1), circuito sozinho e 30 °C, o fio de 4 mm² aguenta 32 A e não serve; o de 6 mm² aguenta 41 A. O disjuntor fica em 40 A. Se o manual do chuveiro pedir fio ou disjuntor diferente, siga o manual.
Qual fio usar com disjuntor de 40 A?
O fio precisa aguentar pelo menos a corrente do disjuntor. No método B1, com 2 condutores carregados e 30 °C, o menor que aguenta 40 A é o de 6 mm² (41 A). Se o eletroduto leva outros circuitos ou o ambiente é mais quente, a capacidade cai e pode ser preciso 10 mm².
Quantos ampères aguenta o fio de 2,5 mm²?
Em eletroduto embutido na alvenaria (B1), com 2 condutores carregados e 30 °C, 24 A pela tabela do fabricante. Com três circuitos no mesmo eletroduto o fator de agrupamento é 0,70, e a capacidade cai para 16,8 A. O maior disjuntor de catálogo que protege o 2,5 mm² sozinho é o de 20 A.
Qual a bitola mínima para tomada e para iluminação?
A NBR 5410 fixa 1,5 mm² de cobre para circuitos de iluminação e 2,5 mm² para circuitos de força, que incluem as tomadas. São mínimos por resistência mecânica: a conta de corrente e a de queda de tensão podem pedir mais.
Posso trocar o disjuntor por um maior para parar de desarmar?
Não. O disjuntor existe para proteger o fio, e a regra é que a corrente nominal dele não passe da capacidade do fio (In ≤ Iz). Com um disjuntor maior, o fio pode esquentar além do limite sem que nada desligue. Se desarma, o circuito está sobrecarregado ou com defeito.
Chuveiro precisa de DR?
Precisa. A NBR 5410:2004 exige dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade (até 30 mA) nos circuitos que servem pontos em locais com banheira ou chuveiro, como descreve o manual de instalações residenciais da Prysmian. A mesma exigência vale para tomadas de cozinha, lavanderia, área de serviço, garagem e área externa.
A distância muda a bitola do fio?
Muda. Quanto mais longo o circuito, maior a queda de tensão, e a NBR 5410 limita a queda nos circuitos terminais a 4%. O chuveiro de 7.500 W em 220 V fica em 6 mm² até cerca de 35 m de circuito; com 40 m, a queda pede 10 mm².
Fio sólido e cabo flexível têm a mesma capacidade?
Na tabela de capacidade de condução, fio e cabo com a mesma seção, o mesmo material e a mesma isolação de PVC aparecem na mesma coluna, com o mesmo valor. A diferença é no manuseio: o cabo flexível passa mais fácil pelo eletroduto.
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Fontes
- Guia de dimensionamento de cabos para baixa tensão de acordo com a NBR 5410 (capacidade, fatores de correção, seção mínima, queda de tensão) — Prysmian
- Linhas elétricas para baixa tensão, cap. IX: proteção de condutores (IB ≤ In ≤ Iz) — revista O Setor Elétrico
- Instalações Elétricas Residenciais: exigências de DR da NBR 5410:2004 — Prysmian, cópia da PUC Goiás
- Minidisjuntores MDW (correntes nominais de catálogo) — WEG